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As décadas da moda, por Gloria Kalil

Aproveitando o ganchinho deixado pela SPFW 16, hoje nosso post é sobre os principais acontecimentos nas últimas décadas e a influência que a moda sofreu com o passar dos anos. Sob o olhar da consultora de moda Gloria Kalil em seu livro Chic[érrimo], podemos entender melhor e atrelar nossa atualidade com aquilo que já aconteceu. Porque sim, nós vivemos um eterno revival! Vem ver!

Anos 50 – A Década do Clássico

1. O american way of life se impõe: após a guerra o advento das novas tecnologias trouxeram às mulheres eletrodomésticos que facilitaram os trabalhos de casa, sobrando mais tempo para elas que cuidassem de si mesmas;

2. Sendo a década do glamour cinematográfico, as celebridades eram os artistas e as misses: Rita Hayworth, Marilyn Monroe, Brigitte Bardot, Elizabeth Taylor e Martha Rocha; Humphrey Bogart e Cary Grant;

3. O New Look de Dior, lançado em 1947, domina a moda dos anos 1950: saias amplas de cós apertado, para uma mulher curvilínea, de cintura fina. Uma silhueta feminina e uma amplidão de tecidos que vinham dar um basta à penúria dos tempos da guerra. Dior vendeu como água, antecipando o desejo de largueza e fartura;

4. Esse “romance” com o clássico termina, no final da década, com James Dean e Marlon Branco em suas motocicletas. Vestidos como a primeira roupa casual do mundo, jeans e camiseta, anunciam tempos rebeldes.

ANOS-50

Anos 60 – A Década das Revoluções

1. As celebridades vinham tanto do cinema quanto da Casa Branca, das passarelas, dos palcos e dos esportes: Audrey Hepburn, James Bond; Jacqueline Kennedy, a modelo Twiggy e os pop-stars Mick Jagger, The Beatles; Muhammad Ali e Pelé;

2. O mundo aceita e adota a moda informal;

3. As mulheres usam minissaias, tomam pílula, o feminismo está em alta, e a magreza começa a virar ícone de beleza;

4. No final da década, o flower power da cultura hippie começa a tomar o lugar do pop.

ANOS-60

Anos  70 – A Década da Curtição

1. Moda étnica e St-Laurent faz os primeiros modelos inspirados no Oriente. África e Ásia entram na moda;

2. A volta à natureza vira assunto de roupa e de estilo de vida com os hippies;

3. No mundo das celebridades convivem artistas, roqueiros, gays, punks e corredores de Fórmula 1: Marisa Berenson, Bianca Jagger, Diane Keaton, Jacqueline (agora Onassis), Farrah Fawcett, Sônia Braga; os tropicalistas Gil e Caetano; David Bowie, Jimi Hendrix, Elton John, Sex Pistols; e Emerson Fittipaldi;

4. Marcas do prêt-à-porter passam a ser mais cobiçadas que as da alta-costura;

5. Surge o conceito de “unissex” junto com o movimento de liberação homossexual;

6. Os homens usam calças justas e boca-de-sino tipo John Travolta em Os Embalos de Sábado à Noite; as garotas usam shorts de alfaiataria (hotpants) com botas, maximantôs e cabelos afros;

7. O mundo inteiro usa jeans – de manhã, de tarde e de noite;

8. É tempo de discotecas, Dancin’ Days, de gloss e brilho;

9. Os punks fecham a década com suas roupas negras, cheias de alfinetes, cabeça raspada ou cabelo espetado, como contraponto ao flower power dos hippies.

Anos 70

Anos 80 – A Década do Poder

1. Armani inventa o terno desabado para os homens e coloca o blazer com ombreiras no guarda-roupas das mulheres;

2. Os yuppies e os meninos da Bolsa dominam o mundo ganhando fortunas e gastando em carros, champagne, roupas de marca (gravatas Hermès, canetas Montblanc, computadores IBM);

3. A celebridade é a Madonna. Mas os holofotes também iluminam Boy George, Bill Gates, Reagan, Margareth Thatcher e Michael Jackson;

4. Começa a obsessão pelo fitness e o mundo pratica o jogging;

5. Os homens usam cabelo com gel, e as mulheres, medonhos penteados crespos, maquiagem exagerada, sombras azuis nos olhos;

6. As grifes poderosas: Mugler, Montana, Alaia, Halston, Calvin Klein;

7. A década termina com a queda do Muro de Berlim, o Mercado Comum Europeu e a globalização.

Anos 80

Anos 90 – A Década da Individualidade

1. A década se abre com as bandas de Seattle lançando o look grunge, com Kurt Cobain à frente;

2. O básico entra na moda. O minimalismo é o grito de guerra contra os exageros dos anos 80;

3. É a era das top models de salários milionários: Linda Evangelista, Naomi Campbell, Cindy Crawford;

4. Celebridades: ainda Madonna, princesa Diana, Kate Moss; Tom Cruise, Brad Pitt, John-John Kennedy, Leonardo DiCaprio; Marilyn Manson, Monica Lewinsky, Spice Girls; Ayrton Senna;

5. O Brasil vive tempos da Loira do Tchan, de Leandro e Leonardo, Collor e a Casa da Dinda;

6. A globalização se reflete na moda fragmentada das tribos das ruas (street-wear): dos esportistas, dos esportistas, dos grupos de música de periferia, dos nerds do Vale do Silício, dos clubbers e da moda-brechó;

7. A boa forma pede malhação dentro e fora das academias;

8. A individualidade se reforça com os personal trainers, personal stylists, personal computers, telefone celular, tevê a cabo e internet;

9. Emergente é um termo dos anos 1990. A indústria do luxo e o fenômeno das grifes conhecem o auge. O mundo é fashion. Marcas fortes: Versace, Gucci e Prada.

Anos 90

Anos 2000 – A Década das Celebridades

1. Celebridades no ar… O mundo globalizado não faz mais distinção entre as nacionalidades dos famosos. Gisele Bundchen, Nicole Kidman, Britney Spears, Sofia Coppola, David Beckham, Sean Penn, Kaká, Ronaldinho. E qualquer pessoa que apareça na televisão;

2. A moda introduz o conceito de customização – da roupa exclusiva feita com as próprias mãos;

3. “Silicone or bust”: a beleza se constrói com silicone, Botox, preenchimentos, lipos, cirurgias reparadoras – e não só com roupas e malhação. É a popularização da ideia de interferir no corpo através de cirurgias e implantes;

4. O virtual suplanta o real: a década se inicia com a explosão da internet, da Nasdaq, da comunicação em rede global – o mundo é digital;

5. Reality Shows: a câmera on-line devassa a intimidade das pessoas. Todo mundo quer o seu quinhão de fama;

6. Marcando a ideia de individualidade, a palavra estilo tornou-se tão importante quanto a moda.

2000

 

Todas as informações foram retiradas do livro Chic[érrimo] de Gloria Kalil. Os direitos autorais são exclusivos à autora.
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